Filho de subsecretário do RJ está entre investigados por estupro coletivo em Copacabana
Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, é filho do subsecretário de Governança do governo fluminense, José Carlos Costa Simonin; secretária estadual disse que tomou conhecimento nessa segunda sobre as denúncias contra o filho de Simonin
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga um caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos ocorrido no dia 31 de janeiro, em Copacabana, na zona sul da capital. Cinco jovens foram indiciados pelo crime, sendo quatro maiores de idade e um adolescente.
Entre os investigados está Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, filho do subsecretário de Governança do governo do Rio de Janeiro, José Carlos Costa Simonin. O jovem é considerado foragido e está sendo procurado pela polícia.
Segundo as investigações, a adolescente foi atraída até o apartamento do ex-namorado, que é menor de idade, após insistentes mensagens e ligações. No local, os dois iniciaram uma relação consensual. No entanto, de acordo com o inquérito, outros quatro jovens invadiram o quarto. A vítima teria recusado a presença deles, mas acabou sendo agredida fisicamente e violentada pelo grupo.
Câmeras de segurança registraram a chegada e a saída dos envolvidos do prédio. Após deixar o local, a jovem procurou familiares e registrou a ocorrência. Um exame pericial confirmou lesões, hemorragia e presença de sêmen, compatíveis com o relato apresentado à polícia.
A Justiça decretou a prisão preventiva dos quatro maiores de idade: Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18), Vitor Hugo Oliveira Simonin (18), Mattheus Verissimo Zoel Martins (19) e João Gabriel Xavier Bertho (19). Todos são considerados foragidos. O adolescente envolvido responderá conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Instituições ligadas aos suspeitos também adotaram medidas. O Colégio Pedro II informou o desligamento de dois alunos envolvidos. A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) determinou a suspensão cautelar de um estudante por 120 dias. Já o Serrano Football Club afastou um atleta citado nas investigações.
Em nota, o governo do Rio de Janeiro afirmou que repudia o ato de violência e informou que a Secretaria de Estado da Mulher está prestando apoio psicológico e jurídico à vítima e à família. As investigações continuam e a polícia segue em busca dos suspeitos.
Fonte: cnnbrasil.com.br





